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foto: Internet
500 anos da Reforma Protestante
Há exatos 500 anos hoje, 31 de outubro, um monge alemão metido a besta, chamado Martinho Lutero, pregou um manifesto na porta do templo do castelo de Wittemberg, na Alemanha.
Há exatos 500 anos hoje, 31 de outubro, um monge alemão metido a besta, chamado Martinho Lutero, pregou um manifesto na porta do templo do castelo de Wittemberg, na Alemanha. No papel, listou 95 pontos sobre os quais discordava da Igreja da época, principalmente (mas não só) da venda de indulgências, uma espécie de vale-perdão que as pessoas compravam para entrar no Paraíso. Long story made short, (resumindo a conversa) esse ato de ousadia provocou uma onda de transformações que explicam muito sobre o mundo de hoje.

Mais do que servir de explicação para nossa realidade, as atitudes dos reformadores deveriam ser valorizadas e copiadas também em nossos tempos tecnológicos. Destaco três aqui:

Ousadia autêntica: a Reforma Protestante não nasceu entre os líderes religiosos da época, mas sim de um monge que estava na periferia do "sistema", então com sede em Roma.

O que levou um monge sem poder a desafiar e incomodar uma máquina rica e poderosa foi a certeza de ter encontrado a verdade. Qual verdade? A dele? Não, as verdades fundamentais do ensinamento do próprio Cristo: "Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva." (Romanos 3.24)

Para elaborar seus 95 pontos, Lutero buscou argumentos na própria Bíblia, a única fonte de ensinamentos da fé cristã. O que encontrou ali não era fruto de interpretação individual ou vaidosa, mas sim verdade fundamental. Certos da vontade de Deus, ele e seus colaboradores tiveram ousadia suficiente para atacar uma estrutura corrompida, mas muito poderosa.

Hoje, vivemos tempos de verdades relativas. Cada um tem a sua verdade e liberdade significa simplesmente fazer o que cada um quiser. Atitudes irresponsáveis ou ofensivas são muitas vezes tomadas por ousadia e só promovem mais polarização. Por mais que existam visões de mundo diferentes, ainda existem valores e verdades comuns, universais, que não podem ser ignorados para que vontades individuais prevaleçam.

Encontrar essas verdades fundamentais exige outra atitude dos reformadores;

Inquietação: angustiado por um profundo sentimento de culpa e cheio de dúvidas, Lutero não se conformou com as respostas que estavam à mão. Buscou nos valores fundamentais do ensino de Cristo as respostas e para isso foi beber direto da fonte, a Bíblia. Encontrou nela conteúdo muito diferente do que se ensinava na igreja de então.

Por incrível que nos pareça hoje, o estudo das Escrituras Sagradas não era comum entre fiéis e até mesmo líderes religiosos. Disponíveis apenas em Latim e em bibliotecas de mosteiros, onde ainda eram copiadas à mão, as Bíblias estavam longe dos olhos da maior parte da igreja. Situação que favorecia a disseminação de ideias falsas e mal-intencionadas. Ainda bem que hoje, com o acesso fácil a qualquer livro e informação, isso não aconteça mais, seja na igreja ou fora dela, certo (#sqn)?

Foi a inquietação dos reformadores que os levou a buscar na fonte as respostas que procuravam. Encontraram ouro nessa busca e, inquietos, fizeram o possível para dar acesso à Bíblia para o maior número possível de pessoas. Traduziram as Escrituras para a língua do povo, fundaram escolas junto às igrejas e usaram a imprensa, inovação tecnológica nascida na mesma época, na mesma Alemanha, para disseminar o Livro Sagrado. A missa passou a ser ministrada em alemão, possibilitando a participação ativa de todos. A intenção era que qualquer pessoa inquieta poderia confirmar diretamente nas palavras de Cristo as verdades fundamentais que os reformadores haviam descoberto em sua busca.

Parece uma atitude perigosa, mas incentivada pela própria Escritura: “As pessoas dali (Beréia, uma cidade na Macedônia) eram mais bem-educadas do que as de Tessalônica e ouviam a mensagem com muito interesse. Todos os dias estudavam as Escrituras Sagradas para saber se o que Paulo dizia era mesmo verdade.” (Atos 17.11)

Os reformadores não tinham medo dessa liberdade porque descobriram outro valor fundamental: se não são as minhas ações ou dinheiro que garantem a salvação, mas a graça de Deus, o que me move a fazer o bem, a respeitar as outras pessoas, não é mais a minha vontade ou obrigação, mas sim o amor de Cristo refletido em mim. Foi para servir ao próximo que Cristo nos libertou. E aí chegamos à terceira atitude a destacar:

O que eu faço só tem sentido no outro: este é um dos ensinamentos que a Reforma recuperou e que menos fazem sentido à razão, ainda mais em tempos de extremo individualismo como o que vivemos. Funciona mais ou menos assim: o cristão busca o bem do próximo não porque teme o castigo de Deus, mas porque tem em seu coração a alegria de ter recebido a salvação, mesmo sem ter feito nada para isso.

Esta visão de mundo envolve conceitos de igualdade, tolerância, inclusão, responsabilidade social, compartilhamento e tudo mais neste sentido que temos falado hoje. Veja como o apóstolo Paulo definia sua relação com as outras pessoas: "Sou um homem livre; não sou escravo de ninguém. Mas eu me fiz escravo de todos a fim de ganhar para Cristo o maior número de pessoas." (1 Coríntios 9.19)

Quanto mais olhamos para a Reforma, mais vemos que ela tem pontos em comum com o nosso tempo, cheio de ensinamentos enganosos dentro e fora das igrejas. O movimento iniciado por Lutero surgiu em um momento e se valeu de importantes inovações tecnológicas. Foi a resposta a um momento de forte obscurantismo e opressão, respondendo a um desejo de iluminação e liberdade que estava latente em toda a população. Nasceu na periferia do poder e colocou o cidadão comum como protagonista de sua vida, civil e religiosa, não de maneira isolada, mas buscando o bem comum.

Passados 500 anos, podemos dizer que a Reforma ainda não acabou (acho que por isso se chama reforma: é interminável como as que fazemos em casa). É um movimento que exige esforço individual e coletivo diário e contínuo. Buscar as verdades fundamentais, nas fontes primárias, podem nos fazer provocar uma nova onda de transformações. A principal verdade: somos imperfeitos e por isso dependemos de Deus, por isso ele nos oferece ajuda de graça!

Termino essa reflexão pedindo desculpas aos teólogos e historiadores. Apesar de já ter experimentado um pouquinho das duas áreas, sou apenas um palpiteiro profissional. Sei que o texto está cheio de simplificações e generalizações. Tentando minimizar o estrago, indico o documentário UM HOMEM CHAMADO MARTINHO em três episódios, para quem quiser saber mais sobre Lutero e a Reforma, disponível no site da HORA LUTERANA

Fábio Lopes
Jornalista
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

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